domingo, 17 de novembro de 2013

Confundo felicidade com este nervosismo.


                       Respirei fundo e me peguei sorrindo. Eu não tinha ideia de quanto tempo já estava fazendo isso, mas sabia o motivo. Teu perfume estava em mim. Fragrância boa é a do seu cheiro no meu corpo. Surpreendente a forma que isso amenizou a vontade de te ter comigo, apesar de que tudo que eu queria era estar nos teus braços de novo.
                       Mergulhei no teu cheiro novamente e meu peito se encheu de um sentimento novo, e eu sei que tenho medo de sentir. E pela primeira vez não tive vontade de mandar alguém embora  de vez, de virar as costas, de não responder. Pela primeira vez eu tive vontade de ter de novo, de sentir de novo e de tocar de novo. Se destacou entre tantos se transformando em ansiedade minha por uma notícia tua. Nem me reconheço direito, perdi a batalha pra mim mesmo. 
                        Mas acho que dessa vez se for de passo em passo que eu preciso ir contigo, nem ligo em continuar caminhando junto com o coração tremendo e  a sensação de borboletas no estômago. Já nem posso imaginar sobre as borboletas penso que já seja um bando voando dentro do meu ser, me perco no friozinho que dá, no medo e desejo que sinto horas antes de te ver. Um calmante não faz mal né? Eu sei, me dá sono. Mas é deliciosa a sensação do teu beijo e depois o sussurro no meu ouvido: 'Pra afastar o teu sono.'  Dá vontade de viver quase dormindo. 
                        Irônico pensar que justo alguém como eu que jurava de pés juntos, dedos cruzados e olhos fechados, jamais me encantar por alguém, durmo com sorrisos e agradecimentos e acordo sorrindo mais ainda. Gosto de não ser pressionada, de não ter que criar expectativa sobre tudo isso. Mas é desse jeitinho que eu gosto, exatamente como Chico disse: "Acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus, ou quando sua risada se confunde com a minha."  Pode ser que nada disso faça muito sentido pra ti, acredite, também não faz pra mim. Mas teu nome aparece devagarinho me invadindo a mente toda vez que escuto Leoni,  desfruto o máximo que eu posso do prazer que me dá sentir a paz daquele momento.

E afirmo: se tu vier comigo e me der a mão, eu perco o medo... eu te juro!


17.11.13

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Seremos.

Escutamos John Mayer a tarde toda e quando o CD chegava ao fim, repetíamos por dezenas de vezes. Deitamos ao chão, nos jogamos ao sofá e dormimos na cama. Abri os olhos e observei os olhos verdes me fitando e quão bem ficavam teus olhos voltados a mim. Beijou minha testa e rimos juntos pelo ato carinhoso que tinha feito comigo e que não era comum entre nossos tapas, empurrões e beliscões.
'Amo você' sussurrou em meu ouvido, se colocando a abrir o sorriso mais lindo e desarmado que eu já tinha visto. Oh céus, como eu te amo. E nós sabemos bem que não queríamos isso, era pra ser coisa passageira, ninguém quer se amarrar tão cedo. Mas o passageiro se tornou eterno, e os desejos nos finais de semana se tornaram diários. Rimos de qualquer coisa até mesmo das tuas piadas tão mal contadas ou de minha voz estranha após tomar refrigerante. E é disso que eu gosto das risadas e dos choros também. Gosto das brigas, das gargalhadas, de ficarmos embriagados em casa após tomar uma garrafa de tequila em dois.
Gosto mais ainda do teu corpo, tão lindo e milimetricamente perfeito, teus olhos verdes claros, teu cabelo bagunçado e barba por fazer.
Apesar de a vida ser esse eterno desencontro... Estamos juntos, os dois que mais gargalhavam vendo casais e repetiam no alto e bom som ''Namorar eu não quero. ''  se encontram agora em uma larga cama abraçados se amando. Eu tinha amor e muito, não sei bem em que parte de mim, mas eu tinha. E um amor lindo que eu não acreditava que pudesse entregar a alguém, e agora ele é teu. Você rabisca qualquer coisa e me entrega ainda deitada na cama e abro sem muita vontade, um cartão com três palavras "você é minha"... Senti os olhos marejados e com a voz embargada disse ''toda tua''. Nunca fui dessas que gostava de certo tom de possessividade nas frases, mas agora eu aceito. Por que eu sou tua e não existe um pedaço de mim que não deseja ser, e que não te deseja.
Apresento-te aos meus pais, digo a tua mãe que estou te colocando na linha, você alimenta o meu gato e eu brinco de boneca com a tua irmã. Tudo em família, como se fosse uma parte fora de mim que vivesse comigo. E entre olhares a gente se beija, se abraça e se sente.
Era isso que a gente queria essa tranquilidade em saber que existe alguém com quem contar e quem amar. É nessa brincadeira toda que eu me apego mais em ti e que eu digo com todas as letras, não desgrudo mais.

Seremos para sempre e se o pra sempre não existir... Seremos eternos, meu amor. Mas seremos.