sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Meu amigo, eu gosto disso.


Gostar: sentimento agradável em relação à alguém  ou algo. Ter afeto.
          Depois de esclarecido e comparado ao que sinto me defino como: ferrada. Devo ser franca e confessar, que em nenhum  momento da minha pequena e monótona vida eu fui assim. Ter afeto por alguém, quanto ironia até pra mim. Eu tenho plena consciência que logo isso sai do meu peito, mas enquanto esse sentimento fica aqui, eu me encontro assustada. O que é natural, ao menos  aos meus olhos.
           O engraçado é que o meu avesso é que me encanta, é não gostar de ler, a falta de vergonha com as safadezas, o gosto musical, o nem tanto interesse nos estudos, o deslize nos finais de semana, o ar de “sempre certo” de todas as conversas, as dezenas de amigas meninas,  a facilidade em fazer amizades,  a autoconfiança pura e a falta de romantismo nato.
Mas como Leoni escreveu uma vez “Depois de você, os outros são os outros e sóe  foi um pouco (ou muito) disso que aconteceu.  Os outros não tem aquela maneira de mexer no cabelo, muito menos a facilidade em ficar bravo. De forma alguma encontrei alguém que sussurrasse de forma tão linda “Eu posso te morder?” quanto “Eu te amo”. Até as várias gírias que usava em meio as diversas frases me chamava a atenção, nada me passava despercebido. Me faltariam dedos, mãos  e afins para contar as partes em ti das quais eu gosto. Não sei se era a forma protetora que teu abraço me confortava, ou o jeito que o nosso beijo tomava um ritmo delicioso, as frases de sacanagenzinha gostosas que me mandava vez ou outra, das ligações de noite que me faziam mesmo em silêncio sorrir, das fotos que me enviava e que ainda guardo todas, da tua facilidade em me convencer a fazer as coisas, das tuas caretas, do teu "te amo" inesperado, do ciúmes que raramente te atacava, do nosso lugarzinho marcado, ou do teu silêncio encantador me esperando terminar um parágrafo do meu livro pra te cumprimentar. E mais dezenas de detalhes, que me fascina, em ti.
          Descobri que é fácil me hipnotizar, é só olhar nos teus olhos. Aqueles que eu poderia encarar um dia inteiro sem nem me preocupar. Pelos segundos que eu lembro de encarar teus olhos meu pensamento se invadia de perguntas, por que você me deixa com um pé na frente e um outro atrás? Uma vontade louca de pular de cabeça nessa loucura e outra vontade de sair correndo e te virar as costas.  Me desespero em pensar que os teus sinais literalmente me confundem da cabeça aos pés,  me deixando tão solta e me prendendo tanto. Me enchendo de palavras em uma hora e na outra desaparecido.

Mas eu gosto disso, eu gosto de gostar de ti, mas dessa maneira diferente. Não de quem gosta esperando virar amor, não de quem gosta querendo namorar. Eu gosto desse jeitinho meio atravessado com ciúmes exagerado,  com aquele pensamento “Quando tu for ficar com alguma menina, ao menos fica com uma bonita.” É um gostar diferente, eu gosto é dos detalhes, da amizade, gosto dos beijos, das carícias, gosto ainda mais das risadas, das briguinhas infantis  e  da saudade que me dá quando tá longe.
Tu és meu e eu sou tua, mesmo sabendo que na realidade a coisa é bem diferente.
A gente não tem nada mas tem, tá? Eu vou cuidar de ti sempre, por que tu é meu amigo. E eu gosto disso.

30.08.13

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A minha nova experiência.

       
Faltando poucos meses para os 17 verões bater a minha porta me deito na cama de casal larga de meu quarto e me imagino nos próximos 10 anos. Segurei o choro ao pensar comigo que quero viver até me esgotar. Quase explodi de vontade em gritar o quanto ainda tenho pra viver, de tudo que ainda me espera e do quanto essa minha vidinha pacata não se parece com a vida em que quero ter. Já perdi as contas de quantas vezes programei o meu futuro e me encontro sempre a mesma maneira, independente, feliz, e sozinha por opção.
        Eu desejo as praias, fazendas, rios e montanhas. Desejo minha adorável e doce solidão como companhia e alguns amantes para as noites com vinho. Eu quero companhia boa, amigos ótimos, apartamento com uma vista linda e um carro preto. Eu quero surfe no final de semana, quero balada na sexta a noite e um cachorro pra me dar apoio no domingo. Quero comida congelada na segunda e pegar pesado na academia na terça. Quero deixar a cama desarrumada, uma pilha de maquiagem no banheiro e celular perdido na bolsa. Eu quero caminhadas na praia de madrugada, mentir o nome em um barzinho, quero roupa nova pra curar a carência e aula de violão pra fazer média. Eu desejo paixões não tão duradouras, sexo com amor e amizade colorida. Eu desejo uma correria pra chegar no zoológico pra cuidar dos meus animais, ligar desmarcando um encontro por que um animal adoeceu. Quero a minha vida na correria mesmo, sem tempo pra respirar direito. Uma independência invejável (mas das boas), um emprego que eu ame e um corpinho bacana. 

       Eu me vejo daqui a 10 anos auto-suficiente, satisfeita e com uma bagagem de conhecimento enorme. Não me vejo namorando, noiva ou casada. Meus planos tem outros focos e metas a ser cumpridas que não vejo necessidade de alguém do lado. Meu rumo é outro, minha cidade é outra, meu destino é sozinha. 
      Hoje, quase 17. Daqui a 10 anos, o meu próprio orgulho.

22.08.13